
Uma pesquisa da Vindi em parceria com o Opinion Box revelou que ferramentas de inteligência artificial já ocupam espaço significativo nos orçamentos das famílias brasileiras. Segundo o Relatório Assinaturas 2026, divulgado recentemente, 34% dos entrevistados pagam por serviços de IA mensalmente, colocando a categoria em terceiro lugar entre as assinaturas mais adotadas no país.
O levantamento ouviu 1.040 pessoas de todas as regiões do Brasil entre junho e julho de 2026, com margem de erro de três pontos percentuais. Os dados mostram que a IA compete por espaço no orçamento doméstico com outras categorias estabelecidas e em crescimento.
IA ganha terreno no portfólio de assinaturas dos brasileiros
Streaming continua liderando com 79% de adoção, seguido por música e podcasts com 55%. As assinaturas de IA aparecem logo em seguida, compartilhando espaço com serviços de nuvem (43%) e alimentação (42%), enquanto cursos online somam 33%.
A variação de preços contribui para o acúmulo de despesas. Plataformas como ChatGPT Pro cobram a partir de R$ 39,99 mensais, valor comparável a assinaturas de streaming básicas. Essa faixa de preço torna a IA acessível a uma parcela crescente de consumidores, especialmente profissionais e estudantes em busca de produtividade.
Gastos crescentes ampliam espaço para IA
Quase metade dos brasileiros (46%) gasta mais de R$ 100 mensais com assinaturas somadas. Desses, 29% pagam entre R$ 101 e R$ 200, e 17% desembolsam entre R$ 201 e R$ 500. Nos próximos 12 meses, 22% pretendem aumentar seus gastos, enquanto 62% esperam manter o valor atual.
A tendência de crescimento é mais expressiva no longo prazo. A expectativa de aumento de gastos com assinaturas subiu consistentemente: era de 46% em 2024, passou para 48% em 2025 e chegou a 51% em 2026. Essa trajetória sugere que categorias emergentes como IA tendem a conquistar mais espaço nos orçamentos familiares.
Mercado de assinaturas se expande e diversifica
Além de streaming tradicional, os brasileiros equilibram múltiplas categorias de pagamento recorrente. Serviços essenciais como internet (77%), energia (74%) e celular pós-pago (64%) ocupam posições de destaque. Atividades físicas (44%) e pets (23%) completam o portfólio.
A inclusão de IA como categoria de assinatura reflete a adoção crescente de ferramentas de inteligência artificial por usuários comuns. O mercado deixa de ser restrito a especialistas e passa a alcançar profissionais liberais, estudantes e consumidores interessados em automação de tarefas cotidianas.
Cartão de crédito permanece como forma de pagamento dominante (65%), enquanto Pix cresce para 16% das transações. A expansão do Pix Automático, que permite cobranças recorrentes pré-autorizadas, pode facilitar ainda mais os pagamentos de serviços como IA nos próximos períodos.
Fonte: Canaltech




