
Sony Music e Warner Chappell ajuizaram ação na Corte Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia contra a Anthropic, empresa de inteligência artificial. O processo acusa a empresa de utilizar “dezenas de milhares” de obras protegidas por direitos autorais sem autorização.
A ação busca indenizações que podem chegar a até $150 mil por obra infringida. Além disso, as empresas pedem até $25 mil adicionais para cada instância em que informações de direitos autorais identificáveis foram removidas dos materiais.
O que está em disputa
O caso envolve a questão central de como empresas de IA treinam seus modelos de linguagem e que tipo de dados são utilizados neste processo. A remoção de metadados de direitos autorais é um aspecto específico da acusação, sugerindo que as identificações de propriedade intelectual teriam sido deliberadamente eliminadas.
A Anthropic, conhecida por desenvolver o Claude, um assistente de IA conversacional, vem sendo alvo de múltiplas disputas relacionadas ao uso de conteúdo protegido em treinamento de modelos de IA.
Contexto do setor
Esta ação faz parte de uma tendência maior de proprietários de direitos autorais buscando responsabilizar desenvolvedoras de IA pelo uso de obras protegidas. A indústria musical, em particular, tem se posicionado de forma agressiva na defesa de seus direitos autorais contra empresas de IA.
O caso pode ter implicações significativas para a forma como modelos de linguagem são desenvolvidos e quais salvaguardas legais podem ser exigidas das empresas de IA quanto ao respeito aos direitos de terceiros.
Próximos passos
O processo segue em andamento na Corte Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. A decisão neste caso pode estabelecer precedentes importantes para outras disputas similares no setor de inteligência artificial.
Fonte: The Verge




